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Jornal da Mulher | Cuide bem de seus joelhos

Publicado em: 09/07/2006

No Brasil, país apaixonado por futebol, lesões e outros problemas nos joelhos são notícias freqüentes nos noticiários. Também no mundo dos anônimos estes acidentes são mais comuns do que se pode imaginar, isso tanto entre os não-atletas como naqueles que o são apenas nos fins de semana. O joelho é uma articulação importante em diversos movims, como andar, sentar, correr, agachar ou pular. Composto pelos ossos da coxa (fêmur) e da perna (tíbia), ainda inclui a patela, também conhecida por rótula. Para interligar todas estas partes, contamos com estruturas de suporte, como ligams, tendões e os meniscos, entre outros. Estes últimos são pequenas estruturas formadas por cartilagem, que têm o objetivo de absorver impacto e oferecer estabilidade à articulação. As principais lesões não traumáticas de joelho, para quem não é atleta, são as inflamações dos tendões, ou tendinites. As artroses são também queixas freqüentes nos consultórios, especialmente em indivíduos com mais de 60 anos. O problema também vem sendo bastante freqüente entre mais jovens que tiveram seus meniscos retirados por algum problema anterior. A retirada de meniscos era bastante corriqueira até meados da década de 80, quando era a única opção para problemas na região. “Hoje em dia a tecnologia é muito mais moderna e permite não apenas visualizar a localização exata da lesão, como repará-la”, afirma o dr. Marcello Ganem Serrão, membro das sociedades brasileiras de Ortopedia e de Cirurgia do Joelho.

Condromalácea
A principal queixa de dores nos joelhos de não-atletas é a condromalácea. Pouco conhecida, é mais freqüente entre mulheres e atinge a articulação entre a patela e o fêmur. Caracterizada por dor no segm anterior do joelho, principalmente ao subir escadas, se levantar de uma cadeira, ou esticar o joelho, também provoca estalos durante o movim. De acordo com o dr. Marcello, a condromalácea é um processo inflamatório causado por má formação genética ou atrofia muscular crônica. “Embora possa atingir meninas ainda na adolescência, é mais comum a partir dos 20 anos de idade, ou em pessoas sedentárias há mais de 10 anos”. O grande problema da condromalácea é que, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode levar à artrose ou à erosão da cartilagem, males ainda mais graves. “A prática de atividade física regular é a melhor maneira de prevenir a lesão, especialmente se forem incluídos exercícios de musculação, devidamente orientados por um profissional capacitado”, alerta o dr. Marcello. Confirmado o diagnóstico, o tratam varia conforme o estágio do problema, e pode incluir medicam antiinflamatório, sessões de fisioterapia, exercícios específicos e, às vezes, intervenção cirúrgica. Mesmo neste último caso, a cirurgia é relativamente simples, realizada por atroscopia. A técnica corrige lesões por meio de pequenos orifícios na pele, nos quais são introduzidos equipams que permitem enxergar o joelho internamente. E possibilitam ainda corrigir o problema, ao contrário das tradicionais cirurgias, com grandes cortes e longas internações hospitalares.

Coluna Mais Saúde
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Veiculo: Site do Jornal Gazeta de Limeira
Editoria: Jornal da Mulher
Seção: Mais Saúde
Página: www.gazetadelimeira.com.br
Data: Domingo, 9 de julho de 2006